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Você é do tipo de pessoa que não come sem carne, faz aquele churrasquinho todo fim de semana e tem uma relacionamento sério com a picanha? Cuidado! Carne vermelha em excesso é um perigo à saúde. Há estudos que mostram que a ingestão de mais de três porções de carne vermelha por semana aumentam as chances de morte precoce. Segundo um levantamento da Universidade de Harvard, de 2012, comer carne vermelha todos os dias amplia em 19,5% o risco de morrer devido a um problema cardíaco e aumenta em 13% as chances de a pessoa ter câncer. E os tumores de rins e colorretal estão especialmente associados a esse hábito.

Há uma série de estudos que apontam a relação entre o excesso de carne vermelha e o câncer renal. Uma pesquisa publicada em setembro de 2017 no portal do Centro Nacional de Informações Biotecnológicas de Maryland, seção da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos da América, fez uma revisão de diferentes investigações sobre o tema. E o resultado apontou para uma significativa associação positiva entre ingestão de carne vermelha e processada e o risco de carcinoma de células renais, o tipo mais comum de câncer de rim.

Leia o artigo original, em inglês, aqui.

Vinte e três publicações foram incluídas nesta meta-análise e foram observadas associações positivas estatisticamente significativas para ingestão de carne bovina, salame / presunto / bacon / salsicha e hambúrguer.

Uma pesquisa publicada na revista científica American Journal of Clinical Nutrititon, em 2011, mostrou que os participantes que consumiam mais carne vermelha (115 g por dia) tinham 19% mais propensão a serem diagnosticados com câncer renal do que os que comiam até 31 g diariamente. A maior absorção de substâncias químicas presentes na carne grelhada ou assada na brasa também foi associada a um maior risco da doença.

O excesso de proteína prejudica os rins porque sobrecarrega o seu funcionamento. A carne é rica em purina, substância que se transforma em ácido úrico nos rins. E a urina excessivamente ácida contribui para a formação de cristais de ácido úrico, que se depositam no órgão como pedras.

O consumo ideal de carne é de um grama de proteína por quilo de peso corporal, por dia. A Associação Americana de Doentes Renais recomenda substituir a proteína animal por proteína vegetal. Conheça algumas boas opções:

  • Pistache (20,9 g de proteínas*)
  • Amêndoas (21 g de proteínas*)
  • Castanha de caju (15,3 g de proteínas*)
  • Quinoa (14 g de proteínas*)
  • Aveia crua em flocos (13,9 g de proteínas*)
  • Lentilha (9 g de proteínas*)
  • Grão-de-bico (8,8 g de proteínas*)
  • Tofu firme (8,2 g de proteínas*)
  • Feijão carioca (4,8 g de proteínas*)

*A cada porção de 100g.

ESTATÍSTICAS

O câncer de rins atinge quase duas vezes mais homens do que mulheres. É mais comum em pessoas de 50 a 70 anos e da área urbana. Normalmente, os tumores afetam apenas um dos órgãos.

Tabagismo, obesidade e hipertensão são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Entre as opções de tratamento do câncer renal estão a cirurgia, a crioterapia (congelamento do tumor) e a radiofrequência (destruição tumoral por ondas de calor). O câncer de rins tem uma das maiores taxas de mortalidade em todo o mundo.  

 

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