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PROCEDIMENTOS

A evolução tecnológica e o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas tem possibilitado o tratamento de doenças graves com menos trauma para o paciente. No que se refere aos cálculos urinários, popularmente conhecidos como “pedras nos rins”, as opções de tratamento evoluíram significativamente. Os principais métodos são:

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) – O procedimento objetiva fragmentar cálculos das vias urinárias por meio de ondas de choque. Com ajuda da fluoroscopia (RX em tempo real) ou da ultrassonografia, o cálculo é focalizado. Iniciam-se, então, os disparos das ondas de choque que fragmentam o cálculo renal em menores, facilitando sua eliminação espontânea. A LECO é um procedimento não invasivo, ambulatorial e com baixo índice de complicações.

Cirurgia renal percutânea – O procedimento é indicado para o tratamento de cálculos renais maiores de dois centímetros e/ou quando há alguma anomalia da anatomia intra-renal. É a forma menos agressiva para a abordagem de cálculos grandes e que não podem ser tratados por LECO ou por ureteroscopia. A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia geral. Atualmente, o procedimento é feito com pequenas incisões e rápida recuperação do paciente. Por meio de um nefroscópio conectado a uma câmera, o médico localiza e fragmenta os cálculos renais. Em seguida, os fragmentos são removidos com pinças. O período de internação pode se estender por dois a três dias.

Ureteroscopia – Tem como objetivo a fragmentação e retirada do cálculo do ureter, por método endoscópico. Não há necessidade de incisões ou cortes. O procedimento é realizado com a introdução de um aparelho chamado ureteroscópio através da uretra, sob anestesia.  O desenvolvimento de ureteroscópios flexíveis de pequeno calibre possibilitou o acesso endoscópico (via uretra peniana) de todas as cavidades  reno-uretrais, permitindo o tratamento dos cálculos em qualquer localização, sem a necessidade de incisões. Passando pela uretra, o aparelho atinge a bexiga, ureter e pode chegar até os rins, no caso de cálculo renal. Os cálculos são visualizados e a imagem é vista em um monitor de TV. Uma vez localizada a pedra, ela é fragmentada com a utilização de laser. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta hospitalar 24 horas após o procedimento.

Tratamento de tumores uroteliais:  Os tumores uroteliais mais comuns são os de pelve renal e o de bexiga. No primeiro caso, são tratados por nefroureterectomia laparoscópica mas,  em situações específicas como, por exemplo, pacientes portadores de rim único, são mais indicadas a ureteroscopia e/ou cirurgia renal percutânea. Já o câncer de bexiga pode, inicialmente, ser tratado com ressecção transuretral do tumor (RTU de bexiga), tanto para fins de confirmação diagnóstica quanto para avaliação do tipo histológico e grau de invasão do câncer. A RTU de bexiga é feita com o uso de um aparelho chamado ressectoscópio, que é introduzido na bexiga pela uretra, com o paciente anestesiado. Através de um monitor de TV, o urologista é capaz de avaliar o tumor e raspá-lo (ressecá-lo) total ou parcialmente. O material obtido é encaminhado para a avaliação patológica. Nos casos de tumores invasivos, o paciente é submetido à cistectomia radical, associada ou não à radio e/ou quimioterapia.

Tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB) – A RTU de próstata é feita com o uso de um aparelho chamado ressectoscópio, introduzido até a próstata pela uretra, com o paciente anestesiado. Através de um monitor de TV, o urologista é capaz de avaliar a próstata e raspá-la (ressecá-la), até se obter uma boa abertura da loja prostática, permitindo assim a livre passagem da urina no momento da micção.