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Na última semana os fãs da cantora e atriz Selena Gomez foram surpreendidos pela notícia de que ela havia passado por um transplante de rins. Em 2015, Selena revelou que tem lúpus eritematoso sistêmico (LES), doença autoimune que provoca inflamações e lesões em vários órgãos. As articulações, a pele, os pulmões e os rins são os mais atingidos.

Ao provocar a inflamação dos vasos sanguíneos, a doença pode causar desde a hematúria (sangue na urina) e hipertensão até a insuficiência renal. No caso de Selena, o lúpus comprometeu os rins a tal ponto que foi necessário um transplante.

Estimativas indicam que existem cerca de 65 mil pessoas com lúpus no Brasil. A doença atinge 9 mulheres para cada homem.

O novo rim da cantora veio de sua melhor amiga, Francia Raisa. Nos Estados Unidos a legislação sobre transplantes é bem diferente do Brasil. Em terra norte-americana qualquer pessoa pode doar o órgão para qualquer um, inclusive desconhecidos. Por lá, basta se inscrever em um registro nacional de doadores anônimos e ao menos 100 pessoas por ano fazem esse tipo de “boa ação”.  

No Brasil há cerca de 20 mil pessoas na fila de espera por um transplante de rins. Enquanto aguardam, em média 18 meses, passam pelo cansativo processo da hemodiálise. Os doadores, em contrapartida, não chegaram a 3 mil em 2016. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), grande parte dos órgãos vêm de pessoas que tiveram morte cerebral, já falecidas:

De Janeiro a Junho de 2017

2.918 transplantes de rim

581 doações de pessoa vivas

42 originários de amigos (nem parente, nem cônjuge)

*Dados disponíveis aqui.

 

A legislação brasileira, até 2001, não autorizava a doação de órgãos por pessoas desconhecidas. Permitia doações apenas de parentes de até 4º grau. Mesmo assim, o Ministério Público exigia avaliações física e psicológica, além de testes de compatibilidade de sangue.

Depois de 2001, uma nova lei permitiu a doação de órgãos de não parentes por meio de processos judiciais. A pessoa precisa provar perante a Justiça que têm uma relação muito próxima com o paciente, por meio de fotos e depoimentos, por exemplo. Além disso, deve manifestar desejo espontâneo e voluntário de ser doador (a comercialização de órgão é proibida) e fazer um teste rígido de compatibilidade. É necessário ter compatibilidade sanguínea ABO com o receptor e são realizados testes para comprovar outras equivalências, como a HLA e a cross-match.

Todas essas exigências visam combater o tráfico de órgãos no país. Saiba mais sobre as condições para se tornar um doador de rins no site da ABTO: www.abto.org.br

 

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